Vivo a vida
Com um certo deboche;
Movendo-me como um fantoche,
Obedecendo a hierarquia,
E indo contra o sistema,
Seguindo os meus dilemas,
E vencendo a rotina.
Vivo a vida
Com uma certa preguiça;
Sendo alterna submissa
E eterna ambivalente.
Vivendo a vida transparente
E jogando-me aos pés
De quem não me quer em pé.
Vivo a vida
Com uma certa hesitação
Onde o meu coração
Bate como o de quem morre
Ou de alguém que corre
Acompanhada por ninguém
E sem medo de ir além.
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