15 de jul. de 2011

Satélite natural único

De vez em quando ela aparece. Às vezes só ela pode fazer o seu dia valer à pena. Alguns dias, ela sorri pra você. Outras vezes, ela some. Talvez ela queira te ensinar como viver sem ela. Mas nos dias em que ela aparece, com aquele sorriso gentil, que conforta, você não consegue entender como passou tantos outros dias sem ao menos vê-la. E nos dias em que ela some, talvez você não queira se mostrar dependente e vulnerável, e com isso, finge não se importar. Mas você se importa. Sabe que nos dias em que ela aparece, seu coração fica aquecido, protegido, feliz. Faziam tempos desde que te vi pela última vez. Você sorria, linda como sempre. Mas.. hoje não. Hoje você estava cheia. E hoje, ao olhar para a lua, eu lembrei de você.

14 de jul. de 2011

Silêncio da noite

E era à noite quando tudo vinha à tona. Toda noite ela sentia como se seus medos invadissem a sua casa, o seu escudo, a sua mente... Mas não precisava necessariamente ser noite para que ela ficasse com medo. O medo vinha, independentemente da hora do dia, do seu humor, independentemente do que havia acontecido naquele dia, ou naqueles dias. O medo era do escuro, da noite, das coisas que a noite trazia. Embora ela fosse uma amante da Lua, existiam coisas que a noite carregava consigo que a assustavam. Não era o brilho das estrelas, ou a luz da Lua, ou como a cidade ficava paralisada durante a noite. Eram os pensamentos que a mesma trazia para a sua cabecinha, coisas que ela evitava pensar, com um certo sucesso, durante o resto do dia. Mas não havia nada que ela pudesse fazer para fugir de seus mais terríveis temores, quando a noite marcava presença. Então, diariamente, a noite chegava, e quanto mais ela demorava pra se recolher, mais transbordava com seus pensamentos. Por volta das cinco horas da tarde, o frio noturno já invadia as ruas, as avenidas, e a todos aqueles seres que arriscavam não estar dentro de suas moradias, onde estariam quentinhos e aproveitando a refeição que os aguardava, eram atingidos pela congelante brisa. A união entre o frio e a noite formavam uma espécie de muro que impedia a entrada da alegria e de coisas boas. E ela se sentia mais vulnerável, quando o dia escurecia...



9 de jul. de 2011

Breath in, breath out

I would hold the hand of the one who could lead me places,
And I would kiss the lips of the one who could sing so sweet,
And I would fly on the wings of the bird I knew would take me highest.
Breath in, breathe out,
You keep me alive,
You are the fire burning inside of me,
You are my passion for life.

8 de jul. de 2011

O Ermitão

E ela, que se dizia tão forte, tão independente...Perdida, em sua única e própria solidão. Estaria ela sozinha? Era assim que ela deveria sentir-se? Problemática, ela deve ser problemática. Não consegue viver consigo mesma, não suporta a si mesma. Não consegue viver só... Havia tempos que ela não se sentia assim, como se fosse o único ser humano da Terra. Como se você a única garota que havia sobrevivido... Mas como ela estava viva, se não conseguia conviver com a solidão? Solidão era apenas o que restava. Ela se via rodeada de pessoas, talvez fossem reais, ou talvez fosse apenas a imaginação dela tentando cobrir os espaços em branco... Ela estava parada, no meio de pessoas desconhecidas, e ela nunca havia se sentido tão só. Não havia nada, nem ninguém, apenas ela mesma. E até quando ela conseguiria viver apenas acompanhada por sua sombra? E por mais quanto tempo ela respiraria apenas o seu próprio ar? Ela vivia todos os dias esperando que quando a noite chegasse, ela não estivesse mais sozinha. Ela acordava todos os dias implorando pra não ter dormido sozinha, novamente. Mas de noite, seu quarto era invadido pelo pessimismo que gostava de se espalhar pelas paredes, e a tristeza, sua amiga inseparável, por vezes esteve ali, perambulado ao lado dela. Ela só tinha o céu. E quando ela o observava, as estrelas e a Lua preenchiam o seu coração, com tudo o que faltava nele... E era isso o que a fazia viver todos os dias: esperar por todas as noites, quando finalmente ela se sentiria viva...



Sua solidão a acompanhava, a ajudava a contar as estrelas, aquelas que a menina tanto sonhava em possuir.
A solidão leu este texto.
A solidão foi embora.
Ela achou que era sua unica amiga, e apesar disso, você contava com o conforto das indomáveis estrelas...
E depois disso a menina percebeu que tinha perdido algo.
Ela tinha perdido sua unica amiga, a unica que estava lá quando ela precisou
A menina percebeu o quanto sentia falta de sua amiga.
A menina percebeu que sem a solidão, ela não era nada.

7 de jul. de 2011

Mais uma de amor

Foram seus olhos,
Olhos brilhantes como estrelas caindo no além,

Olhos profundos como a cova em que me atirei
Olhos que ocultam e mostram o caminho...


Foram seus sorrisos,
Sorrisos que iluminaram o breu, a crueldade,
Sorrisos que me fazem admirar e persistir,
Sorrisos que partem meu coração com saudade...


Foram suas palavras,
Palavras que destroem e que também ressuscitam,
Palavras que curam, fazem sorrir e delirar,
Palavras que são mais um motivo pra respirar...


Foi você,
Você que me ensinou a aproveitar a sorte,
Você que me fez desistir da morte,
Você que é motivo de minha existência...